Bullying: uma conversa muito séria

Ilustração do Miguel, 6° Ano

Ilustração do Miguel, 6° Ano

No mês de abril, tivemos uma conversa muito importante no 6º ano da Manhã. A partir das leituras de Jornal de Parede, percebemos que esse era um assunto recorrente e havia uma dificuldade muito grande de definir o que é bullying, o que por sua vez causava equívocos e abordagens superficiais.

Aproveitamos o tema abordado na primeira semana de aula, Internet Segura, para mediar este bate papo com os alunos. Assistimos alguns slides sobre o assunto, vimos ao documentário Vítimas do Facebook e, no final, os alunos produziram textos e slogans de uma campanha de combate ao Bullying. Aqui temos alguns trechos dessas produções:
“Bullying é uma palavra em inglês que significa oprimir, perseguir, agredir e ofender.” (Luiz Gustavo)
“O bullying é muito mais sério do que simples xingamentos. São atitudes de rejeição e zoação consecutivas, propositais, contra alguma pessoa. Geralmente começa com alguém que deseja ser visto como superior a outra pessoa e passa a agir, permanentemente, irritando, batendo, ofendendo, isolando, rejeitando.” (Miguel)
“As vítimas de bullying geralmente são crianças ou adolescentes com poucos amigos ou nenhum que possa ajudá-los, geralmente também são tímidos e indefesos.” (Helena)
“O bullying ocorre sem motivos aparentes e é feito por uma ou mais pessoas. Causa dor e tristeza a outra pessoa.” (Vitor)
“A maioria dos atos violentos ocorre na escola quando estão sem a supervisão dos adultos.” (Fernanda K.)
“Os agressores tem como propósito se colocar em uma posição de autoridade sobre a vítima, que tende a perder amizades, confiança e autoestima. Em alguns casos não contam sobre seus problemas.” (André)
“Os autores do bullying são indivíduos que têm pouca empatia: capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa.” (Juliana)
“Os efeitos do bullying se manifestam quando a vítima recusa-se a ir para a escola ou entra em depressão. Também pode começar a tirar notas baixas.” (Sofia)
“A pessoa que sofre essa violência, às vezes tem medo de se manifestar, ou seja, de falar com seus pais/ família, profissionais da escola/ professores. Muitas famílias quando descobrem levam o caso à justiça.” (Carlos)
“Agora penso muito mais para não praticar bullying, porque agora sei como a pessoa se sente.” (Rafael)
“As vítimas devem contar que sofrem bullying, mesmo com todas as ameaças que aconteçam.” (Laurah)
“As pessoas que praticam o bullying deviam ter consciência do que fazem, pois afetam ao mesmo tempo a vítima delas e também a si mesmas. Eu tenho um conselho para quem sofre bullying: continuem fortes e tomem a iniciativa de denunciar aos adultos.” (Luiza)
“Eu acho o bullying terrível, uma irracionalidade já que sabemos conversar, nos abrir e pensar. Somos seres humanos, uma espécie que pensa, não animais que se expressam de outro modo. Bullying é bobagem.” (Pedro)
“O bullying é extremamente ruim, pode criar consequências horríveis não só para a vítima, mas também para o agressor. É uma demora incrível para resolver e a vítima, principalmente, leva para a vida toda.”
“O bullying faz mal a todos e é uma vergonha praticá-lo.” (Angelo)
“Bullying: dói na alma e arde no coração.” (Lourenço)
“Você contra o bullying, fazendo um mundo melhor!” (Fernanda P.)
“Não faça com o outro o que não gostaria que fizesse com você. Diga não ao bullying!” (Gabriela)
“Vamos transformar o bullying em Amizade!” (Vitória)

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Sobre Andreia Mascarenhas

Nascida em São Paulo, no dia 28 de Junho de 1976. Licenciou-se em História, pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, em 1999. Trabalha na Escola Curumim desde 2002. É professora da rede municipal de ensino de Valinhos/SP.

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